quinta-feira, 29 de abril de 2010

Recanto, meu canto...

O sol aparece pelas frestas das janelas de madeira, mas diferente de tantas outras vezes, agora eu me ponho de pé e o convido a entrar.
Com o vento nos cabelos e de frente praquela paisagem cheia de cores e texturas que me enchem os olhos num espetáculo particular, eu me vejo distante daquela menina que fugia das manhãs por medo ou preguiça.
É aqui, em meio a essa mistura de silêncio e suaves sons, quase timidos, como o sussurrar das folhas de uma arvore ou o canto de um passaro, que descubro a graça e o poder da simplicidade...
Eu continuo precisando do asfalto, do barulho, da gente, da cidade e ela de mim. Mas aqui, eu encontro o fôlego que preciso, algumas das peças que me faltam e a calma que lugar quase nenhum me dá.
Protegida pela sombra dos três pinheiros, cercada pelas flores e lembranças de uma doce velha infância numa casa de portão e janelas azuis, aquela em cima do mundo...
...eu tenho meu refúgio...
Deixo pra trás a realidade conturbada e até mesmo as fantasias necessárias que criei, para voltar aonde um dia eu soube ser somente uma.
...e o vento beija o meu rosto, o cheiro das flores invade o quarto e eu sorrio, leve, despreocupada. Enfim me lembro como é estar bem...

2 comentários:

Tereza Fontoura disse...

Saudades dos tempos onde só havia certezas...

¨ Débora ¨ disse...

Nunca houve tal época... nem aqui, nem no teu mundo cor-de-rosa. A vida é feita de incertezas, nós somos de dúvidas.