...reality can be such a bitch...
E tudo o que foi feito parece ter perdido a importância, jogado no ralo, assim como as esperanças e as apostas que volta e meia faço comigo e com outros... por outros... quem sabe assim fique mais fácil de cumpri-las ?!? Mas nunca fica. A corrida não segue em frente, seja porque vivo dando voltas, tropeçando em velhas armadilhas das quais já deveria ter aprendido a escapar ou girando em círculos, perdida, sem rumo, caminho, nem lugar.
Ferindo com a mesma bestialidade e facilidade que me deixo ferir, colecionando vítimas tanto quanto perdas e cicatrizes, navegando em meio à tempestade porque não consigo enxergar os dias claros. Quando eles vêm, são fortes demais para que agüente, para que qualquer um agüente e então, eles me prendem... vale qualquer coisa que me faça parar. Mudar. Só não enxergam que estas mesmas amarras servem de alimento, como um incentivo ou um desafio delicioso pro bicho que existe em mim e que não vai a lugar algum, queiram eles o quanto for. Uma hora me solto, me jogo, me lanço de olhos fechados, porque a emoção da possibilidade do novo vale a pena todas as conseqüências, feridas e humilhações que possa vir a agüentar.
...não faz diferença. Uma hora eu canso de bancar o monstro de estimação, fujo, desapareço, quebro tudo incluindo eu mesma, pra poder depois me remontar... aonde e da forma que quiser. Sem amarras, julgamentos, ilusões nem expectativas que são e sempre serão grandes demais pra mim, parte de um mundo ao qual eu não pertenço e nem tenho certeza se quero algum dia pertencer.
Então respiro forte, fundo, enquanto continuo deixando o silêncio com o qual tanto luto, dominar por mais algum tempo... e de repente, eu dou o bote.

Nenhum comentário:
Postar um comentário